Utilizando o Happiness Door como termômetro de um treinamento

Utilizando o Happiness Door como termômetro de um treinamento

Recentemente me demandaram um treinamento sobre agilidade para a equipe da Sotreq no Rio de Janeiro. A ideia desse treinamento era permitir que os participantes estivessem em uma mesma página sobre os principais conceitos de agilidade. Uma das dificuldades dessa equipe era que algumas pessoas já tinham tido algum contato com agilidade, seja por treinamentos, participação em eventos ou estudos auto-dirigidos. Mas alguns, não tinham tempo ou oportunidade para estudar esse campo.

Outra dificuldade do treinamento é que o mesmo tinha que ser realizado durante a semana, no período das 17:00 as 21:00, de forma que não atrapalhasse as atividades diárias do time. Essa forma, permitiu que a pauta do treinamento fosse um pouco mais flexível e também que eu ajustasse alguns dos tópicos para as necessidades que os participantes relatassem. Vi aqui uma boa oportunidade de utilizar o Happiness Door ao final de cada sessão do treinamento e medir ao longo dos dias. Isso na verdade não tem nada muito novo em relação ao que já realizamos nos treinamentos de Management, onde utilizamos os intervalos de almoço e fim do dia para coletar tais impressões. O grande diferencial aqui seria a percepção em outros assuntos e em dias separados. O que percebermos quando fazemos a avaliação no mesmo dia é uma tendência de não se avaliar algo que já foi avaliado no período anterior. Essa oportunidade de 5 dias distintos iria me ajudar a validar se isso ocorre também em medidas em dias distintos.

Resolvi colocar uma figurinha bonitinha para exemplificar o Happiness Door, porque minha habilidade de desenho é horrivel. Mas criamos 3 escalas básicas de felicidade: Gostei, mais ou menos e não gostei.

Como que para gerar curiosidade no primeiro dia, deixamos para fixar os post-its ao longo do treinamento, seja no momento do intervalo, coffee-break, ou durante alguma dinâmica. Isso acaba gerando uma expectativa nos participantes sobre o que seria aqueles post-its fixados na porta.

Ao final do primeiro dia, alguns minutos antes de concluir o dia, explicamos o que é a dinâmica e pedimos para que sejam afixados um ou vários post-its sobre o que eles gostaram, o que não gostaram e o que ficou mais ou menos.

Repetimos a ação por todos os dias do treinamento……

Uma das tendências que percebemos nos treinamentos de Management 3.0 quando utilizamos essa prática nos intervalos do almoço e final do dia é que as pessoas não costumam acrescentar itens que eles já avaliaram, por exemplo, local, instrutor e dinâmica. O que normalmente acontece é que temos uma queda do número de itens avaliados. (Esse Happiness Door utilizou 4 valores: Amei, Expectativa, Que tal e Que Pena).

Happiness Index último treinamento de Management 3.0
Happiness Index do treinamento na Sotreq

O que conseguimos perceber na adoção de um Happiness Door por dia de treinamento é que tivemos sim, itens exclusivo do dia de treinamento, mas que aplicar tal técnica de forma espaçada não tem relação com o número de itens, uma vez que tivemos também uma queda nos números no segundo dia e uma certa constância nos seguintes. Isso nos mostra que a aplicação contínua do Happiness Door, seja em partes de um treinamento ou em dias consecutivos irá ter uma redução do números avaliados no segundo dia, mas que serão mantidos no decorrer dos demais.

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