A experiência de falar do M 3.0 para profissionais não só de T.I

A experiência de falar do M 3.0 para profissionais não só de T.I

Recentemente, tive a oportunidade de ministrar um Workshop Foundation do Management 3.0 para um público diferente do que vinha ministrando, pessoas que não tinham sua formação exclusivamente na TI. Pessoas com atuações em vendas, RH e marketing .

Trabalhar com um público tão diverso é ao mesmo tempo enriquecedor como desafiador. Seja na difícil missão de mostrar outras formas de motivação que não somente o dinheiro pra equipe de vendas, seja no desafio de falar sobre perfis e comportamentos com especialistas do RH, ou até mesmo em tratar as motivações intrínsecas para profissionais tão focados no desejo do cliente e tão acostumados a olhar para o mercado.

Em nossa abordagem preferimos começar o workshop falando de Gestão e Liderança, seguindo então para Empoderar Times ao invés de Energizar Pessoas, acreditamos que dessa forma conseguimos passar por todas as dimensões do Martie e construir um pensamento lógico para então atuar na dimensão de Energizar. O pensamento complexo vem logo em seguida, onde tentamos deixar claro que os problemas devem ser tratados como são, simples como simples, complexos como complexos, frisamos bem a questão do “Loop Causal”, ou como gostamos de chamar o velho e bom “apaga incêndio”.

A sequencia é inevitável e partimos então para Alinhar Restrições, aqui usamos a liberdade do time em propor uma nova versão de um manual que foi utilizado na primeira dinâmica e que foi duramente criticado pelo Time quando avaliamos o mesmo com o Delegation Poker na unidade de Empoderar Times. Só pra você ter uma ideia, rodamos o poker pra ver os seguintes itens do manual.

Bom, voltando ao nosso alinhar restrições, o manual deve ser reescrito e claro, usando o nível de delegação que eles, os times, votaram ser o ideal. O resultado é sempre engraçado porque na maioria da vezes geramos um manual que não pode ser evoluído, fazemos apenas uma modificação que reflete nossa necessidade atual, ou seja, os níveis de delegação votados na dinâmica anterior. Aqui tivemos vários insights da equipe de RH, falando sobre como o RH atua, sendo visto como uma área de regras e que cada vez é mais difícil: criar, seguir, acompanhar e auditar tais regras e como é mais “simples” trabalhar com restrições. Confesso que esses insights foram fantásticos, essa dimensão do Martie nas experiências passadas não era tão discutido. Seguimos então discutindo valores, cultura, livros de cultura, etc..

Chegamos então ao uso do Merity Money como ferramenta para gerar engajamento e recompensa. Normalmente quando usamos a dinâmica no treinamento, bonificamos os comportamentos positivos utilizados na dinâmica justamente para auxiliar na condução do Energizar Pessoas, é um gancho. Mas quando citamos exemplo de empresas que trabalham com suas remunerações somente baseada nos valores que os times enxergam no trabalho realizado, tivemos o primeiro baque, o pessoal de vendas, pulou, como assim??? não vou ter dinheiro atrelado ao meu trabalho? vou trabalhar mais que o outro e ganhar a mesma coisa? Confesso que pensei, pronto o treinamento foi por água abaixo, tudo que falei no primeiro dia, entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Fiz uma reflexão sobre as ponderações que chegavam quase como um ataque de lanças no meu peito, e vi que poxa são pessoas acostumadas a usar metas, todo o trabalho é remunerado dessa forma. Demonstrei que essa ideia é bacana para contextos em que a remuneração não está totalmente atrelada ao dinheiro e voltei na ideia das delegações, é um processo, começamos devagar e com o tempo podemos chegar ao ponto de ter um salario definido pelo valor gerado. Os ânimos acalmaram e pudemos caminhar para discutir os motivadores. E eu aprendi que só falar que os motivadores dos outros não são iguais não é a mesma coisa de viver isso, obrigado pessoal de vendas, vocês me ensinaram muito.

Abordamos um pouco o conflito de gerações, Baby Boomers, Geração X, Millenais, etc. Falamos então dos motivadores, rodamos o Moving Motivators e bingo, o pessoal de Marketing, começou a questionar o perfil do público e os canais de entrega de valor, etc… Outro ponto de insights fantástico do treinamento, mostramos como os motivadores podem ser representados em um Assestment, e com isso ajudar os times a identificar seus influenciadores e detratores. Outra momento de discussão riquíssimo do treinamento, nessa hora já recuperado do baque das lanças no peito, percebi que o treinamento estava atingindo seu propósito, as pessoas estavam compreendendo e conseguindo levar os conceitos pra suas realidade.

Ai o treinamento seguiu, falamos dos problemas de crescer estrutura e como uma cultura de inovação pode ajudar a manter tudo junto e melhorando, fizemos nosso Celebration Grid para avaliar a percepção das praticas do treinamento e quais eles acreditam já poderem ser utilizadas no dia seguinte: Kudo, Happiness Door, Personal Map, Delegation Poker, Moving Motivators, Feedback Wrap e DISC. Tem sempre os mais complicados como Merit Money e Meddlers que somente alguns veem aplicação imediada, mas tudo bem o treinamento chegou ao fim e a experiência foi fantástica. Talvez esse tenha sido mais um treinamento pra mim do que para eles. O que posso fazer é agradecer pelos insights, comentários, críticas e tudo que rolou, foram dois dias intensos e eu so posso agradecer esse grupo fantástico.

Quer saber mais sobre o management 3.0, confere os nossos workshop. http://www.penox.com.br/gestao-3-0 ou então acessa o nosso blog https://www.penox.com.br/blog-penox/

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